• Pauline Ribeiro

A informação é o passo mais importante para viveres um parto cheio de magia!

Atualizado: Out 1



A informação é vital. É sagrada. E, quando estamos grávidas, ainda mais! Por isso, o meu foco nesta questão com todas as mulheres grávidas que acompanho. Estar informada sobre o que acontece com o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções, na gravidez, no momento do parto e tudo aquilo que podemos decidir nele é fundamental para que vivas o momento do nascimento do teu filho, em pleno, com total entrega e, sobretudo, com a clareza de quem decidiu o melhor para ele, o melhor para ti.


Na verdade, muitas mulheres, só no momento do parto, é que se apercebem da imensidão de coisas que ficaram por saber, porque não procuraram saber mais durante os nove meses de gravidez. Aconteceu comigo, na minha primeira gravidez e acontece com tantas outras mulheres. Se calhar, até aconteceu contigo, na tua primeira gravidez e, por isso, agora, estás aqui ávida por conhecer melhor o mundo da maternidade e das decisões que podes tomar, em consciência, para que não venhas a sofrer emoções desnecessárias e, em muitos casos, até mesmo, problemas de saúde, físicos e emocionais.


De facto, muitos dos desafios que nos acontecem e aos nossos bebés, surgem na sequência do parto, mas, só disso nos apercebemos, depois dele acontecer. E, na maioria das vezes, está relacionado com uma intervenção desnecessária que nos foi ‘imposta’ ou aconselhada e, à qual respondemos ‘sim’, mas de olhos vendados, porque, na verdade, nem sabíamos muito bem a que estávamos a dizer ‘sim’. E como poderíamos, por outro lado, dizer ‘não’, numa situação assim, de desinformação?


E é esta sensação de impotência que procuro que as mulheres, que acompanho, não sintam. Ou seja, essa sensação de decidirem no escuro e de depositarem, cegamente, as suas vidas nas mãos de outros.


E com isto, não quero dizer que os profissionais de saúde, que te acompanham, não estejam preocupados contigo e empenhados no teu bem-estar e do teu bebé. Não. Nada disso, pois, na maioria das vezes, aprenderam e se habituaram a fazer rotinas por uma questão de "gerir tempos" numa maternidade e pensam "que é o melhor". Eles têm o seu valor, mas, como em tudo na vida, há coisas que devemos ser nós a ter mais consciência sobre elas e a decidir também, em conjunto, informadas, com o conhecimento adequado para poder questionar, perceber se há alternativas e que consequências advêm de qualquer uma dessas alternativas.


Uma das intervenções que mais ‘arrependimento’ gera é, normalmente, a indução do parto. Aconteceu comigo. Na minha primeira gravidez, do meu filho Simão, não procurei qualquer tipo de informação. Vivi uma gravidez serena, tranquila, muito feliz, porque era muito desejada, mas nunca me preocupei em saber mais sobre o que estava a sentir, sobre o que era esperado nas consultas de acompanhamento, o que ia acontecer no parto… E, assim, andei 9 meses, com a minha vida entregue aos médicos.


Numa das últimas consultas de termo de gravidez, a médica, sem previamente me informar ou pedir permissão, fez-me o chamado ‘toque maldoso’. Eu, na altura, nem sabia bem o que era e também nunca me passou pela cabeça questionar se isso era mesmo necessário.


Bem, lá fui eu, então, sujeita a esse toque, que, agora sei, provoca o descolamento das membranas e que não tem qualquer benefício, a não ser em casos muito específicos e que pode levar a uma indução do parto desnecessária.


E foi, exatamente, isso que me aconteceu. A médica fez o tal do ‘toque maldoso’, disse-me apenas que ia sangrar e que se o sangramento se mantivesse, que me dirigisse à maternidade. Dois dias depois, lá estava eu na maternidade. Quando lá cheguei, uma outra médica assistiu-me, observou-me e murmurou: “vamos despachar isto”. E o ‘despachar isto’ passava… por uma indução do parto.


Ora, eu, que nunca me tinha preocupado em me informar, perante a indicação da médica de que me ia induzir o parto, não questionei e concordei.


A verdade é que, por causa de um toque desnecessário, já estava numa cascata de intervenções que seriam desnecessárias: o descolamento das membranas, a indução do parto e tudo o que daí advém, como dores intensas e muito dolorosas, que levam à toma da epidural; à pouca mobilidade por causa da monitorização permanente e, consequente, falta de movimentos, que pode conduzir a um mau encaixe do bebé; e, por fim, uma episiotomia e o recurso de ventosas… E o resultado é um parto totalmente instrumentalizado e muito longe daquele que idealizamos para nós e para o nosso bebé. Foi assim o meu primeiro parto.


Não sofri muito, porque estava anestesiada, mas as dores emocionais ficaram lá e, por causa delas, mais tarde, decidi que jamais repetiria uma gravidez desinformada.


Seria mesmo necessário ter sido sujeita a um parto tão artificial e tão difícil, sobretudo, para o meu bebé?


Claro que, uma cesariana e uma indução podem salvar vidas, mas são casos muito específicos. E para entendermos essa necessidade, a informação é vital e sagrada.


Hoje sei que poderia ter evitado. Hoje sei que não havia razão para me fazerem o ‘toque maldoso’ que, por sua vez, desencadeou uma série de procedimentos cada vez mais agressivos, para mim e para o meu bebé.


O Simão nasceu e, anos mais tarde, percebi ainda que aquele parto poderia ter tido ainda mais consequências do que aquelas que imaginei. Estudos comprovam que a indução do parto, principalmente se associada a outras intervenções, além de uma série de outras consequências menos positivas, quer para a saúde das mães quer para a dos filhos, aumenta, moderadamente, o risco de os bebés serem diagnósticados com autismo.


O meu filho nasceu com autismo. Eu amo-o tal como ele é, com todo o meu coração, mas, obviamente, que, se há 11 anos estivesse tão bem informada como estou hoje, provavelmente, nunca teria chegado a uma indução do parto, porque nunca aconteceria, sequer, um ‘toque maldoso’.


Percebes agora por que a informação é tão sagrada, tão importante, tão fundamental?


Percebes, agora, por que é tão importante perceberes o que está a acontecer contigo, agora que estás a gerar vida, e o que podes decidir sobre os vários momentos da gestação e do parto?


Uma decisão tua, porque está informada, pode evitar uma série de procedimentos que, na verdade, podem ser desnecessários e até podem causar-te mais dor do que aquela que é necessária.


São muitos os casos de mulheres que lamentam terem perdido a magia do parto ou que, depois de darem à luz, enfrentaram desafios na amamentação ou outros problemas físicos e emocionais que afetaram as suas vidas e a dos seus bebés.


A tua voz é importante, é importante que a tenhas, mas de uma forma consciente. É importante que te informes, que busques o melhor para ti e para o teu bebé, que questiones, que procures ajuda, que vivas em pleno a tua gravidez e parto. E vivê-los em pleno não é só aproveitares toda a magia que tens dentro de ti, é informares-te e decidires de que forma queres recordar e viver essa magia.


O parto é um momento único. Não há nenhuma mulher que o esqueça ou confunda, independentemente, do número de filhos que tenha. Cada nascimento é uma bênção, é único, singular, irrepetível. Aproveita-o. Vive-o. Mas aprende sobre ele também.


Esta é das aprendizagens mais importantes que partilho com todas as mulheres que vêm ter comigo e é também a razão por que decidi fazer um workshop gratuito e online. As inscrições estão abertas e o que desejo é consciencializar mulheres como tu, que estão grávidas, a viverem a sua gravidez em pleno e com um parto que vão recordar, para a vida toda, como o melhor e mais mágico momento das suas vidas, porque o viveram, realmente.


INSCREVE-TE AQUI:⬇️

https://www.mamaplena.pt/workshop-gratuito



Um Abraço pleno de amor,


Pauline Ribeiro

MAMÃ PLENA


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Doula na Gravidez, Parto e Pós-Parto

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